Atriz consagrada, Eva Wilma revela faceta musical no espetáculo ‘Casos e Canções’

Eva Wilma resgata memória musical em Casos e Canções. Foto: Mila Maluhy

Nem todo mundo sabe, mas Eva Wilma, a consagrada atriz de novelas que marcou gerações ao longo de seis décadas de atuação na televisão, foi criada em um ambiente profundamente musical.

Filha de pai alemão e mãe argentina, desde criança Eva estava em contato com canções do folclore dos dois países e também do cancioneiro brasileiro, que aprendeu nas aulas de canto e violão na escola e com a professora Inezita Barroso, uma entusiasta da cultura tradicional e que ficou conhecida como “A grande dama da viola”.

Em casa, o passatempo da família de Eva era se reunir em um grande sarau. A influência musical em sua vida foi tanta que, não por acaso, quando passou a se dedicar com mais afinco à carreira de atriz, Eva dizia que para cada personagem que interpretava havia uma música em seu pensamento.

Como forma de recordar sua profunda relação com o universo musical, Eva Wilma encena Casos e canções, um espetáculo com músicas que marcaram sua carreira e trajetória pessoal. Entre uma faixa e outra, ela resgata uma memória e conta um caso.

Eva Wilma apresenta Casos e Canções na Virada SP de Mongaguá no dia 14, às 20h, no Centro Cultural Raul Cortez. Entrevistamos a artista para saber o que o público da cidade irá assistir.

1 – A sua face de intérprete é menos conhecida por aqueles que a acompanham há décadas em novelas, como uma atriz consagrada. Qual a sua relação com a música?

Eva Wilma: A música sempre foi, para mim, profundamente ligada à fé e ao meu trabalho. Desde criança, dos meus estudos de bailarina clássica, das aulas de piano, de canto na escola, das aulas de violão e canto com Inezita Barroso, até os saraus com meus país se revezando no piano e nós três cantando juntos. Músicas do folclore alemão (terra do meu pai) do folclore argentino (terra da minha mãe) e do folclore brasileiro, que eu aprendia com Inezita. Mesmo depois que me dediquei ao trabalho de atriz, costumava dizer que para cada personagem havia uma música no meu pensamento.

2 – Por que você quis encenar um musical, a essa altura da carreira?

Eva Wilma: Na verdade, o único musical do qual participei em minha carreira foi numa peça chamada “Oh, que delícia de guerra” no Rio de Janeiro, nos anos 1960. A ideia de “Casos e Canções” foi de dois músicos: meu filho John Herbert Júnior, que é violonista, cantor e compositor; e do meu professor de canto William Paiva, que é pianista, preparador vocal e diretor musical desta apresentação. Foram eles que me desafiaram e me estimularam a participar deste trabalho.           

3 – Como foi construído o formato desse espetáculo musical e o que guiou esse processo?

Eva Wilma: Nessa apresentação, sou acompanhada por dois músicos. Nós três escolhemos as canções e os casos que, estimulada por eles, eu relato antes de cada música que interpretamos. E eu conto as histórias – porque, evidentemente, minhas vivências são mais longas que as deles, em função da idade – mas muitas vezes, contamos nós três juntos.                   

4 – O que o público da Virada SP em Mongaguá pode esperar dessa apresentação? É a primeira vez que participa de um festival como esse? O que acha desse tipo de evento?

Eva Wilma:  John, William e eu esperamos que o público de Mongaguá goste de nossa apresentação. Que se emocione em alguns momentos, mas principalmente que se divirta e até tenha estímulo para cantar junto conosco. É a primeira vez que participo de um evento como esse e acho o festival da maior importância para o lado criativo e cultural da região. Por isso, parabenizamos os responsáveis pela existência da Virada SP em Mongaguá. Nós e mais os cerca de dez membros da nossa equipe deixamos aqui os nossos agradecimentos!

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